sábado, novembro 25, 2006

Euro supera os 1,31 dólares e fixa máximo de mais de um ano e meio

A moeda europeia mantinha a tendência de ganhos, tendo já negociado acima dos 1,31 dólares, fixando um novo máximo de mais de um ano e meio. A moeda beneficiava de indicadores económicos que indiciam forte crescimento das principais economias da Zona Euro, aumentando assim as perspectivas de novos aumentos dos juros por parte do BCE.


A moeda europeia mantinha a tendência de ganhos, tendo já negociado acima dos 1,31 dólares, fixando um novo máximo de mais de um ano e meio. A moeda beneficiava de indicadores económicos que indiciam forte crescimento das principais economias da Zona Euro, aumentando assim as perspectivas de novos aumentos dos juros por parte do BCE.

Face à moeda norte-americana, o euro [Cot] seguia a valorizar 1,15% para os 1,3094 dólares, tendo chegado a subir um máximo de 1,27% para os 1,3109 dólares, um novo máximo desde Abril de 2005.

A manter-se esta tendência positiva, a moeda única da Zona Euro irá registar uma subida semanal de mais de 2%, a maior desde o final do mês de Junho deste ano.

O euro, que já ontem tinha atingido um novo máximo de cinco meses em reacção à subiu inesperada da confiança dos empresários alemães para o nível mais elevado dos últimos quinze anos, iniciou a sessão com uma subida moderada.

Depois de ter sido divulgado que confiança dos empresários franceses se manteve próxima do nível mais elevado dos últimos cinco anos, em Novembro, a moeda europeia acentuou os ganhos e superou a "barreira" dos 1,30 dólares.

Estes dados vieram aumentar a especulação em torno de novas subidas da taxa de juro de referência na Zona Euro.

Depois de cinco subidas consecutivas, o Banco Central Europeu prepara-se para elevar novamente o preço do dinheiro na próxima reunião de Dezembro, um ciclo que várias casas de investimento prevê que possa vir a continuar em 2007.

Esta perspectiva de novos agravamentos no preço do dinheiro na Zona Euro contrasta com as previsões de manutenção, ou mesmo de corte dos juros nos EUA, em virtude do abrandamento da economia norte-americana.

A diminuição do diferencial de juros entre a Zona Euro e os EUA tem vindo a beneficiar a moeda europeia, dado que as perspectivas de novos aumentos da taxa de referência torna mais atractivos os investimentos denominados em euros.

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